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LITERATURA: Consumo e felicidade…o que a filosofia tem a ver com isso?

Quantas vezes você definiu o seu bem-estar a partir de uma compra? Na obra Ensaio Sobre a Crise da Felicidade, publicada pela Editora Albatroz, o escritor filantrópico e filósofo Antoine Abed utiliza-se da boa e velha filosofia, que tanto elevou o conhecimento humano ao longo da história, para debater, entre outros temas, a relação do consumo como forma de felicidade e inclusão.

Com uma escrita clara e direta, o autor descreve a sociedade atual, demonstra a manipulação dos indivíduos pelo mercado do consumo e revela, a partir dos seus estudos e experiências, como nos tornamos uma sociedade baseada na compra da felicidade.

“A crise de identidade e o limite de consumo para não se desenvolver um estilo ilusório são questões que ainda não conseguimos controlar individualmente. O consumismo na sociedade contemporânea parece invadir o sujeito, conferindo à sua individualidade uma noção de liquidez que Balman já nos alertou.” (Ensaio Sobre a Crise da Felicidade, página 32)

O empreendedor e filósofo Antoine tem propriedade para escrever sobre o assunto. Em sua vida, pratica o que pensa. Ele é presidente fundador do Instituto Dignidade, filantropo e já foi professor voluntário na África do Sul, Quênia e Nepal. Além disso, desafia-se diariamente e pratica o montanhismo, inclusive já alcançou o Everest Base Camp no inverno.

Em sua obra Ensaio Sobre a Crise da Felicidade, Antoine se inspira para indicar ao leitor direções para uma vida melhor. A obra é um resgate às antigas reflexões filosóficas e leitura indispensável em tempos de transformações sociais tão rápidas.

Sinopse do livro: Por que temos a sensação de que sempre falta algo em nossas vidas? Parece que não conseguimos nos encaixar nas diversas possibilidades existentes de como viver. Atualmente, constatamos a grande quantidade de pessoas, de diferentes idades, perdidas e sem rumo, que vivem de forma automática, sem propósito e objetivo definido. O que aconteceu com a geração atual? O autor identifica uma crise da sociedade contemporânea, fazendo uma reflexão sobre como vivemos e, com a ajuda de Bauman, Epicuro e outros pensadores, apresenta-nos uma crítica aos valores atuais. Desenvolve, ainda, a ideia do “Saber Perder”, que, em sua visão, é a virtude necessária para o indivíduo contemporâneo seguir sua trajetória sem perder o foco do que realmente é importante.