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Determinação do planeta regente do ano segue tradição astrológica dos antigos caldeus

O ano de 2020 promete sucesso para quem souber exercer a sua individualidade com nobreza de ação e sentimentos. Isso porque o seu regente, de acordo com a Astrologia caldaica, será o Sol – informa a astróloga Virginia Gaia. Patrono da criatividade, o nosso astro-rei também inspira a procura por identificação e destaque social, desde que tudo isso tenha objetivos mais abrangentes, indo além da superficialidade, para inspirar a busca por um propósito maior para a realização pessoal.
De acordo com Virginia, a influência do regente do ano é sentida coletivamente, não afetando signos solares ou mapas astrais individuais. De qualquer forma, ela permeia os ânimos da sociedade e aponta quais serão os grandes temas ao longo dos próximos 12 meses. “Com a regência do Sol, seremos tomados pela consciência de que, para alcançarmos nossos objetivos, é cada vez mais necessário estarmos alinhados à nossa essência, em direção a uma vida com mais significado”, explica.
A regência anual do Sol deve ser analisada no contexto dos demais trânsitos planetários. A passagem de Júpiter pelo signo de Capricórnio – onde o regente da expansão e das ideologias unirá forças com os transformadores planetas Saturno e Plutão –, por exemplo, destaca os anseios coletivos por mudanças no campo político, a transformação da relação das pessoas com o dinheiro, além de ampliar as discussões sobre a gestão de recursos naturais.
A determinação do planeta regente do ano segue um cronograma cíclico determinado desde a Mesopotâmia, terra dos antigos caldeus. Povo semita de grande influência na formação cultural da humanidade que nos legou maravilhas arquitetônicas, como a Torre de Babel, os caldeus também se tornaram famosos por seus estudos astrológicos, que influenciaram inúmeros sistemas mágicos ao longo da história.
A regência pelo Sol se dá pelo fato de 2020 ser o quarto ano de um ciclo de 36 anos regidos pelo planeta Saturno que teve início em 2017. Assim, sentiremos uma diferença substancial em relação a 2019, ano cujo regente foi o guerreiro planeta Marte. Pode-se dizer que saímos de um ciclo marcado por iniciativas ansiosas para a consolidação de planos de longo prazo e estamos entrando em um ano que terá como pano de fundo a busca pelo exercício da individualidade, em uma sociedade que está em pleno processo de transformação coletiva.
A seqüência dos planetas regentes dos anos é estabelecida com base na Estrela dos Magos, também conhecida como Estrela Setenária, que tem em cada uma de suas sete pontas o que, para a Astrologia, representam planetas que podem ser vistos a olho nu: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.
Apesar da designação do planeta regente não ser adotada por todos os astrólogos, ela é especialmente popular entre aqueles que seguem uma abordagem ocultista dessa técnica milenar”, conta Virginia. Um dos astrólogos mais influentes no estudo da Astrologia Caldaica foi, sem dúvida Walter GornOld, mais conhecido por Sepharial, nome que escolheu como pseudônimo com base na linguagem angelical e nos seus estudos do alfabeto enoquiano. Sepharial publicou diversos livros sobre Astrologia e Ocultismo, nos quais registrou as técnicas utilizadas pelos antigos caldeus para determinar regências planetárias para os ciclos de tempo. Influente autor do século XIX, ele tem um papel fundamental para que pudéssemos ter acesso a esses estudos na atualidade.
A seqüência de planetas dispostos na Estrela Setenária é especialmente importante para a determinação, para além dos anos, dos dias e dos horários planetários, sendo largamente utilizada em sistemas mágicos de escolas famosas na formação do pensamento ocultista no Ocidente, como a Sociedade Teosófica e a Ordem Hermética da Aurora Dourada. “Do ponto de vista ocultista, a regência do Sol traz a grande oportunidade de identificação dos pilares para a realização da Grande Obra, ou seja, do exercício da liberdade individual como manifestação da Vontade”, conclui.
ANO QUE DESAFIA LIMITES, 2020 SERÁ MARCADO POR MUDANÇAS QUE DEMANDARÃO MAIS PLANEJAMENTO E RESPONSABILIDADE 
Passagem de Júpiter pelo signo de Capricórnio e o seu encontro com Saturno e Plutão marcam o ano, que tem ares revolucionários, diz a astróloga Virginia Gaia
Com a sociedade cada vez mais ansiosa por mudanças na esfera pública, no âmbito privado, a necessidade será de estruturação. Em 2020, podemos esperar por disputas acirradas na arena política e uma economia global em processo de revisão e adaptação. “Será um ano marcado pela sensação de que é importante planejar o futuro com muita responsabilidade. Por isso, é importante que as pessoas saibam manter o bom humor, a paciência e a tolerância, que podem estar em baixa nesse período”, afirma a astróloga Virgínia Gaia
O céu concentrará uma sucessão de acontecimentos astrológicos de extrema importância, gerando um processo de transformação coletiva. O trânsito do expansor planeta Júpiter pelo objetivo signo de Capricórnio tende a cobrar mais produtividade, a projetar lideranças que transmitam a ideia de maior controle e eficiência, além de evidenciar a ascensão de correntes ideológicas – e até religiosas – mais rígidas.
Essa influência ganhará ainda maior força com o encontro de Júpiter com os transformadores Plutão e Saturno, que estão em Capricórnio desde 2008 e 2017, respectivamente. Com tendência mais conservadora, esse tipo de posicionamento no céu tende a gerar governos mais austeros, transformando a maneira como o poder é exercido. No mês de março, o planeta Marte, que é o grande ativador da Astrologia, mobiliza essa tríplice conjunção ao também ingressar em Capricórnio. “Em uma era na qual a polarização ideológica se instalou em praticamente todos os setores da sociedade, esse grande encontro planetário testará os limites da convivência entre as pessoas, o relacionamento entre líderes governamentais, além de ampliar as discussões sobre as políticas de gestão ambiental”, pontua a astróloga.
Outra influência importante, a evolução de Urano em seu trânsito pelo signo de Touro, onde está desde março de 2019, deve revolucionar a economia e até as oportunidades para os negócios. Inovando a forma como geramos e acumulamos riqueza, esse trânsito favorece as experiências de compartilhamento de recursos, como o co-working e co-living, assim como novas moedas. “O que veremos é a exploração de novas formas de usar a tecnologia para gerar riqueza, assim como os debates sobre o consumo consciente e a reciclagem de produtos também devem ganhar ainda mais espaço na sociedade”, diz Virginia.
A astróloga ainda reforça a mensagem de que todas essas transformações globais devem culminar em uma grande virada comportamental, tecnológica e científica. “O ano de 2020 marca o último de um ciclo de cerca de 200 anos caracterizado pelo encontro de Júpiter e Saturno em signos do elemento Terra”. A partir de 2021, essa dupla de planetas passa a formar conjunções em signos do elemento Ar. “Os padrões astrológicos de Júpiter e Saturno são observados há milênios e, desde então, estão relacionados a grandes mudanças”, explica.
O Brasil em 2020
A polarização ideológica e a disputa pelo poder devem continuar em pauta no Brasil. Por sua vez, a gestão econômica segue desafiadora. “Ainda que tenhamos uma maior movimentação nos negócios, o planejamento das contas públicas demandará muito cuidado”, pontua Virgínia.
No mapa astral do País, a grande concentração de planetas em Capricórnio ativa a área ligada ao congresso e aos partidos políticos. O diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo deve passar por novos sobressaltos e a discussão sobre uma possível reforma partidária deve ganhar força.
Virada de ano eclipsada 
Com o ano-calendário virando em um período entre dois eclipses, 2020 terá, ao todo, seis desses eventos astronômicos e astrológicos para encantar o céu e promover fortes emoções em todos os tipos de relações. Ainda relacionado ao Eclipse Solar Anular, em Capricórnio de 26 de dezembro de 2019, acontece no dia 10 de janeiro, um Eclipse Lunar Penumbral. Nele, a Lua, no signo de Câncer, será parcialmente encoberta enquanto o Sol ativará a conjunção formada pelos planetas Saturno e Plutão, em Capricórnio. Esse evento evidenciará as responsabilidades e desafios que estão por vir, além de mostrar a estrutura – e até o apoio de outras pessoas – necessários para que os projetos pessoais possam ser concretizados ao longo do ano.
Nos meses de junho e julho, mais eclipses terão bastante influência nos relacionamentos. No dia 5 de junho, um Eclipse Lunar Penumbral acontece no signo de Sagitário, ocasião na qual o Sol ativará o planeta Vênus, que estará retrógrado, em Gêmeos. “Não são todos os anos que o planeta regente dos relacionamentos fica retrógrado, mas em 2020 teremos esse fenômeno acontecendo no período de 13 de maio a 25 de junho”, explica Virginia. Por isso, esse eclipse pode definir muita coisa nas relações humanas, amorosas ou não, e até mexer com a diplomacia entre países, no plano coletivo. Ainda em junho, no dia 21, a Lua Nova também será um Eclipse Solar Anular, no signo de Câncer, ativando o planeta Mercúrio, que estará retrógrado. Nesse período, muitas pessoas e até padrões relacionais do passado podem ser decisivos para o futuro de alguns relacionamentos, já que as emoções estarão bastante afloradas. Já em julho, no dia 5, um novo Eclipse Lunar Penumbral acontece no signo de Capricórnio, influenciando não somente a vida íntima, mas também evidenciando para as pessoas os deságios e pressões presentes no campo do trabalho e carreira.
Por fim, para fechar esse ano tão cheio de transformação, teremos outros dois eclipses para preparar os ânimos para 2021. No dia 30 de novembro, a Lua Cheia, em Gêmeos, será parcialmente encoberta em um Eclipse Lunar Penumbral que estimula o aprendizado e o questionamento sobre crenças e valores pessoais. E, finalmente, no dia 14 de dezembro, a Lua Nova em Sagitário será um Eclipse Solar Total para ajudar a racionalizar os aprendizados depois de um ano tão intenso, marcando o momento de transformação para abrir um novo ciclo em 2021.